Em janeiro, período tradicional de férias, museus públicos de São Luís ampliam o acesso e se consolidam como alternativa de programação cultural para ludovicenses e turistas. Dois equipamentos na região do Centro Histórico estão com exposições abertas ao público: a Casa de Nhozinho e o Museu do Reggae.
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Localizada na Rua Portugal, a Casa de Nhozinho abriga um acervo dedicado à cultura popular e às tradições maranhenses. O espaço reúne itens como peças indígenas, utensílios de pesca, carros de bois, teares de rede, vasos de cerâmica e toalhas de buriti. A exposição busca valorizar uma produção artesanal que, segundo a administração do local, enfrenta um processo gradual de desuso.
Já o Museu do Reggae, situado na Rua da Estrela, é apresentado como o único equipamento público do gênero musical localizado fora da Jamaica. O museu ocupa cinco espaços, incluindo a Sala dos Imortais e áreas que homenageiam clubes tradicionais de reggae da capital, como Pop Som, Toque de Amor e União do B. Entre as relíquias em exposição está a guitarra usada há mais de trinta anos no primeiro show da Tribo de Jah, grupo pioneiro do ritmo no estado.
Visitantes como o geógrafo paraense Luiz Sadeque, que veio a São Luís com a família, destacaram a importância do museu para compreender a força cultural do reggae na região, caracterizando-o como uma expressão de protesto e espiritualidade.
A gestão dos espaços enfatiza que a iniciativa serve tanto para atrair turistas quanto para promover o autorreconhecimento cultural da população local, reforçando identidades e tradições que são parte da história maranhense.
