Fechar Menu
Maranhão News TV
  • Política
  • Brasil
  • Polícia
  • Maranhão
  • Esportes
  • Mundo
Facebook Instagram TikTok YouTube WhatsApp
Maranhão News TVMaranhão News TV
Facebook Instagram TikTok YouTube WhatsApp
  • Política
  • Brasil
  • Polícia
  • Maranhão
  • Esportes
  • Mundo
Maranhão News TV
Casa»Manchete»Descarbonização de verdade
Manchete

Descarbonização de verdade

16 de dezembro de 2024Nenhum comentário0 Visualizações6 Minutos de leitura
WhatsApp Facebook Twitter Telegram E-mail Copiar Link
Compartilhar
WhatsApp Facebook Twitter Telegram E-mail Copiar Link

Descarbonização, palavrinha que está em alta não é verdade? Esse conceito ganhou muito relevância, principalmente após o acordo de Paris, um tratado assinado em 2015, durante a COP21. Esse tratado foi considerado um marco global na luta contra as mudanças climáticas e teve como principal objetivo limitar o aumento da temperatura média global a 1,5°C

Felizmente, não precisamos gastar mais uma palavra para convencer as pessoas e as organizações que existe uma emergência climática. A fase de negação já passou. Precisamos discutir as soluções e incentivos para a descarbonização.
Sou apaixonado pelo setor portuário, gosto bastante de escrever sobre esse setor e seus temas associados como inovação, governança e sustentabilidade. Vamos aqui falar um pouco sobre descarbonização no setor portuário e de transporte marítimo.
O conceito de descarbonização aplicado ao ecossistema portuário está relacionado a um conjunto de estratégias que visam reduzir ou eliminar as emissões de gases de efeito estufa (GEE) das operações portuárias considerando todo o ecossistema envolvido, ou seja, importações, exportações, logística terrestre e marítima e as indústrias associadas.
Esse conjunto de estratégias inclui a modernização dos portos, a eletrificação de equipamentos, o uso de combustíveis alternativos e renováveis, a implementação de tecnologias avançadas, como captura e armazenamento de carbono, e o envolvimento das cadeias de valor para promover soluções sustentáveis ​​e integradas.
Por que o ecossistema portuário deve se preocupar e contribuir para a descarbonização? Já que o transporte marítimo, responsável por aproximadamente 80% do comércio global, contribui com apenas 3% das emissões globais de gases de efeito estufa (GEE)​. Existem inúmeros motivos, posso citar a decisão da IMO – Organização Marítima Internacional de estabelecer metas de redução das emissões relativas ao ano de 2008, de 30% até 2030, 80% até 2040 e neutralidade até 2050.

Fábio Barbosa, CEO da Natura e um dos precursores da Sustentabilidade no Brasil gosta de dizer que as organizações vão aderir à sustentabilidade pelo amor ou pelo dor, ou seja, por convicção ou por obrigações do mercado e eventuais punições.
Agora, vamos aos dados e pesquisas relacionadas à descarbonização no ecossistema portuário. Um importante trabalho chamado Acelerando a Descarbonização Portuária e Marítima foi produzido pelo Pacto Global, Rede Brasil, Grupo de Trabalho de Negócios Oceânicos, elencou os principais desafios para promover a descarbonização. Eles são a promoção da eficiência energética e operacional; da eletrificação dos equipamentos portuários e a utilização de combustíveis alternativos.
Outro estudo complementar, divulgado pela Empresa de Pesquisa Energética com dados da DNV, aponta soluções específicas para a descarbonização do transporte marítimo: utilização de rotas alternativas; revisão do tamanho das embarcações; novas tecnologias de revestimento dos cascos; otimização dos cascos; lubrificação por ar; melhorias na eficiência do maquinário; recuperação do calor; hibridização da bateria; utilização de células de combustível; captura e armazenamento de carbono e utilização de combustíveis alternativos.
Sobre os combustíveis alternativos, vale uma reflexão. A IMO também determinou um objetivo de adoção de 5 a 10% de combustíveis de baixa emissão até 2030. O estudo do Pacto Global aponta como os principais combustíveis para descarbonização marítima os biocombustíveis, o GNL, os combustíveis sintéticos (e-fuels), o metanol, a amônia e o hidrogênio de baixo carbono.

Segundo dados da DNV e IHSMaukit, 98% da frota mundial de navios hoje utiliza combustíveis convencionais. Porém, as empresas já iniciaram as encomendas de novas embarcações buscando atender às metas da IMO. Do total de navios encomendados aos estaleiros atualmente, 72,9% utilizam combustível convencional e as encomendas de combustíveis alternativos estão distribuídos da seguinte forma pelo número de navios: GNL 832; Híbrido 433; Metano 234; GLO 96; Amônio 25 e Hidrogênio 10.
Como bom maranhense e defensor do nosso complexo portuário preciso trazer essa discussão para o Maranhão, o maior complexo portuário do país em volume. O Maranhão possui três vocações econômicas naturais: energia, agronegócio e portos. Em um estado tão carente do ponto de vista econômico e social precisamos incentivar a apoiar os projetos que podem contribuir para um desenvolvimento sustentável do nosso estado. Existem alguns projetos em fase de planejamento, implantação ou de estudos que se enquadram nessa categoria. Posso citar alguns como a Zona de Processamento de Exportação de Bacabeira, Terminal Portuário de Alcântara, finalização da Ferrovia Norte-Sul e expansão da Ferrovia Transnordestina, exploração e desenvolvimento do Centro de Lançamento de Alcântara e mais um novo projeto, o Terminal de Gás Natural Liquefeito (GNL) da empresa LC Terminais Portuários.
Agora vou me concentrar nesse novo projeto. A instalação do novo terminal será na Ilha da Boa Razão, localizada ao norte da Ilha de Tauá-Mirim, com um volume diário de 23 milhões de metros cúbicos. O conceito do Terminal de GNL envolve uma operação de recebimento de navios com gás no estado líquido, após o recebimento em um navio instalado há 1 km da costa, atracado de forma permanente em uma plataforma, classificada como uma Unidade Flutuante de Armazenamento e Regaseificação. Nela é feita um processo de regaseificação, o líquido volta ao estado gasoso por aquecimento. Após essa armazenagem. O gás será distribuído pela GASMAR diretamente aos consumidores. Quem são esses consumidores? Indústrias locais e regionais, consumidores residenciais e o setor de transporte. O terminal não será um produtor de gás. E apesar de ser projetado para receber gás importado, pode também ser adaptado para exportação, se a produção local aumentar.

Esse projeto está relacionado diretamente com duas das três principais vocações econômicas do Maranhão, portos e energia. Além disso, outro motivo justifica a sua implantação. O Maranhão não está conectado ao sistema de gasodutos que transporta gás natural das explorações na costa brasileira e da Bolívia, o que limita o acesso do estado a essa importante fonte de energia. Essa via de recebimento ajudaria a resolver este problema de falta de conectividade ao sistema da gasodutos, permitindo a importação e distribuição de gás natural, aumentando a capacidade energética da região.
O projeto não prevê desapropriação de moradores e representa uma oportunidade para o desenvolvimento econômico, com geração de empregos e impulso da economia.
O projeto passou recentemente por audiência pública e segue em processo de obtenção das licenças permitidas. A implementação do terminal de gás representa uma oportunidade estratégica para o Maranhão desenvolver sua indústria de gás natural, gerando benefícios sociais e econômicos significativos para a população e para a região como um todo. Além disso, a iniciativa traz importantes ganhos ambientais, contribuindo para a descarbonização dos ecossistemas portuários e industriais.
Por exemplo, em equipamentos conhecidos como caldeiras flamotubulares – utilizadas para geração de energia por meio da produção de vapor, resultado da troca térmica entre o calor do combustível e a água –, o uso do gás natural é consideravelmente mais eficiente e menos poluente. Uma pesquisa de Moreira (2007), intitulada “Comparação entre os poluentes atmosféricos e ruídos emitidos por uma caldeira flamotubular movida a gás natural” , demonstrou que caldeiras movidas a gás natural, em comparação com o óleo diesel, emitem 17,8% menos CO₂; em relação ao óleo pesado, 23,4% a menos; e, em comparação com o carvão mineral, 37,8% menos CO₂.

Esses dados destacam o papel do gás natural como uma alternativa energética mais sustentável, especialmente no contexto industrial e portuário, contribuindo para um futuro de menor impacto ambiental.
Isso é descarbonização de verdade, com impacto ambiental, econômico e social.


Compartilhar. WhatsApp Facebook Twitter Telegram E-mail Copiar Link

Você vai gostar

Assista! Suspeito de roubar moto é preso após troca de tiros, na Avenida Daniel de La Touche

25 de junho de 2025 Manchete

Câmara de São Luís aprova projeto para frear vício em apostas online

11 de junho de 2025 Manchete

Helena Duailibe assume vaga na Assembleia Legislativa do Maranhão nesta quarta-feira (11)

11 de junho de 2025 Manchete
Adicionar Um Comentário
Deixe Uma Resposta Cancelar Resposta

Últimas notícias

Assista! Suspeito de roubar moto é preso após troca de tiros, na Avenida Daniel de La Touche

25 de junho de 2025

Senado aprova fim de benefício por idade para estupradores

11 de junho de 2025

Abiove aciona STF contra lei do Maranhão que restringe incentivos a empresas com selo verde

11 de junho de 2025

Bolsonaro nega incentivo aos atos de 8 de janeiro e critica apoiadores que pedem intervenção militar: “São malucos”

11 de junho de 2025
+ Vistos

Assista! Suspeito de roubar moto é preso após troca de tiros, na Avenida Daniel de La Touche

25 de junho de 20253

Quem são os empresários do transporte coletivo de São Luís?

30 de março de 20222

40,4% dos maranhenses contraiu covid-19, diz estudo sorológico

25 de agosto de 20202
Mais recentes
Maranhão News TV
Facebook Instagram TikTok YouTube WhatsApp
  • Comercial
  • Jornalismo
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos de Uso
© 2025 Maranhão News TV | Record News | Todos os direitos reservados.

Digite acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc para cancelar.

Usamos cookies para fornecer a experiência mais relevante, lembrando suas preferências e visitas repetidas. Ao clicar em “Aceitar”, você concorda com o uso de TODOS os cookies.
ConfigurarAceitar
Gerenciar consentimento

Visão geral de privacidade

Este site usa cookies para melhorar a sua experiência enquanto navega pelo site. Destes, os cookies que são categorizados como necessários são armazenados no seu navegador, pois são essenciais para o funcionamento das funcionalidades básicas do site. Também usamos cookies de terceiros que nos ajudam a analisar e entender como você usa este site. Esses cookies serão armazenados em seu navegador apenas com o seu consentimento. Você também tem a opção de cancelar esses cookies. Porém, a desativação de alguns desses cookies pode afetar sua experiência de navegação.
Funcionais
Os cookies funcionais ajudam a realizar certas funcionalidades, como compartilhar o conteúdo do site em plataformas de mídia social, coletar feedbacks e outros recursos de terceiros.
Performance
Os cookies de desempenho são usados ​​para compreender e analisar os principais índices de desempenho do site, o que ajuda a fornecer uma melhor experiência do usuário para os visitantes.
Analíticos
Cookies analíticos são usados ​​para entender como os visitantes interagem com o site. Esses cookies ajudam a fornecer informações sobre as métricas do número de visitantes, taxa de rejeição, origem do tráfego, etc.
Publicidade
Os cookies de publicidade são usados ​​para fornecer aos visitantes anúncios e campanhas de marketing relevantes. Esses cookies rastreiam visitantes em sites e coletam informações para fornecer anúncios personalizados.
Outros
Outros cookies não categorizados são aqueles que estão sendo analisados ​​e ainda não foram classificados em uma categoria.
Necessários
Os cookies necessários são absolutamente essenciais para o funcionamento adequado do site. Esses cookies garantem funcionalidades básicas e recursos de segurança do site, de forma anônima.
CookieDuraçãoDescrição
cookielawinfo-checkbox-analytics11 mesesEste cookie é definido pelo plug-in GDPR Cookie Consent. O cookie é usado para armazenar o consentimento do usuário para os cookies na categoria "Analíticos".
cookielawinfo-checkbox-functional11 mesesO cookie é definido pelo consentimento do cookie GDPR para registrar o consentimento do usuário para os cookies na categoria "Funcionais".
cookielawinfo-checkbox-necessary11 meses
Este cookie é definido pelo plug-in GDPR Cookie Consent. Os cookies são usados ​​para armazenar o consentimento do usuário para os cookies na categoria "Necessários".
cookielawinfo-checkbox-others11 mesesEste cookie é definido pelo plug-in GDPR Cookie Consent. O cookie é usado para armazenar o consentimento do usuário para os cookies na categoria "Outros".
cookielawinfo-checkbox-performance11 mesesEste cookie é definido pelo plug-in GDPR Cookie Consent. O cookie é usado para armazenar o consentimento do usuário para os cookies na categoria "Desempenho".
viewed_cookie_policy11 mesesO cookie é definido pelo plug-in GDPR Cookie Consent e é usado para armazenar se o usuário consentiu ou não com o uso de cookies. Ele não armazena nenhum dado pessoal.
SALVAR E ACEITAR